segunda-feira, 31 de março de 2008

Padmasambhava e o Vajra Guru Mantra




Padmasambhava, que quer dizer "Nascido do Lótus", conhecido por vários nomes, entre eles Guru Rinpoche (Precioso Mestre), foi o fundador do Budismo Tibetano. O seu mantra Om Ah Hum Vajra Guru Padma Siddhi Hum é um dos mais conhecidos e poderosos no Budismo Tibetano. E se diz que este mantra contém a essência de todos os Budas (do passado, presente e futuro).


VAJRA GURU PHAN-YON


A NA DZA SHA MA ZHA MA RGA RMA

VAJRA GURU DEVA DAKINI HUM

Presto homenagem ao Lama, aos Yidam e às Dakini.

A Dakini Yeshe Tsogyal disse: Eu, Yeshe Tsogyal, uma simples mulher, tendo realizado as oferendas interiores, exteriores e secretas do vasto mandala ao Guru Rinpoche, faço agora este pedido. Ó Mestre Padmasambhava, rogo-te que nos concedas a nós, povo do Tibete, a infinita assistência nesta vida presente e nas vindouras. Nunca houve antes nem haverá no futuro uma benção tão grandiosa quanto Vós. Não tenho dúvidas de que mesmo a mim, uma simples mulher, me será concedida a Vossa Sadhana, que é, em si própria, um puro e preciso néctar. Vejo que se aproxima um tempo, no futuro, no qual os seres humanos possuirão intelectos inconstantes e opiniões instáveis. Serão pessoas facilmente excitáveis, impacientes, com predisposição para a violência. Agarrar-se-ão a pontos de vistas contrários ao Dharma sagrado. Em particular, depreciarão a Doutrina dos Mantras Supremos Secretos. Nessa altura, aumentarão como armas terríveis, para todos os seres, os três grandes males: doença, pobreza e guerra. Chegará um tempo de sofrimento terrível para o Tibete e para o seu povo. Os problemas espalhar-se-ão com grande devastação pelas três regiões da China, Tibete e Ásia Central, como formigas fugindo do formigueiro destruído. Vós, ó Guru, proclamastes muitos meios hábeis para curar estes males. Contudo, para estas pessoas dos tempos vindouros não haverá oportunidade para praticar o Sadhana. Apenas um número muito reduzido de pessoas terá o desejo de o praticar. Por toda a parte, os distúrbios e distrações aumentarão fortes e poderosos. Os seres humanos serão incapazes de se entenderem entre si. Mesmo os materiais necessários ao puja e à preparação para a prática do Sadhana serão incompletos. Nestes tempos maus, será extremamente difícil desviarmo-nos dessas sendas. Em tempos como esses, ó Guru, se confiarmos unicamente na Vossa Sadhana, que é o Mantra Vajra Guru, que benefícios e vantagens advirão disso? Pelo bem dos seres futuros com intelecto inferior, desprovidos de um entendimento espiritual profundo, esclarecei-nos. Então o Grande Mestre falou:Ó filha fiel, o que tu disseste é verdade. Nesses tempos futuros, é certo que da prática advirão benefícios imediatos e a longo prazo para todos os seres sencientes. Eu esconderei dezoito tipos de Termas: os tesouros da terra, os tesouros da água, os tesouros do céu e por aí fora, que contém um número incalculável de Sadhanas e de ensinamentos secretos. Nesses tempos maus, os meios hábeis daqueles que possuem um bom karma e a auspiciosa coincidência de acontecimentos serão demasiado difíceis de atingir. Tempos assim são caracterizados pelo esgotamento de quaisquer méritos adquiridos. No entanto, se em lugares como nos Vinte e Quatro Grandes Lugares de Peregrinação ou em templos e vilas ou no pico de uma grande montanha ou num grande rio ou em terras altas ou em terras baixas, habitadas por deuses, demónios e fantasmas, se alguém possuidor dos votos secretos ou dos mantras ou monges possuidores dos votos do Sangha ou mesmo se houver um leigo devoto ou uma mulher de bom carácter, que cultive intensamente a intenção de atingir a Iluminação, se cada um conseguir repetir a essência do Mantra Vajra Guru cem vezes, mil, dez mil ou um milhão de vezes, ou tantas quanto possível, o poder daí resultante será inconcebível à mente humana. Mais, por todas as direcções, a doença, pobreza, guerra, conflitos, fome, profecias terríveis e maus presságios serão desviados. Em todas as direcções chegarão a boa fortuna, gado saudável, colheitas abundantes e chuva em todas as estações do ano. A quem quer que pratique aparecerei na vida presente, nas vidas futuras e no estádio intermédio. Aparecerei com a minha presença real à pessoa superior, aparecerei como uma visão à pessoa intermédia e em sonhos à pessoa inferior. Mais ainda, é certo que essas pessoas, homens ou mulheres, tendo gradualmente percorrido todos os estágios, entrarão na terra de Camaradvipa como vidyadharas. Aquele que repetir o mantra ininterruptamente cem vezes por dia entrará sem esforço no pensamento dos outros de forma favorável. Haverá para essa pessoa comida em abundância, saúde e boa fortuna. Aquele que repetir o mantra mil ou dez mil vezes, ganhará controle sobre as mentes dos outros e é certo que atingirá poder e bênçãos. Quem repetir o mantra cem mil, dez milhões de vezes ou mais, acumulará o poder dos Três Mundos e ganhará controle sobre os Três Reinos da Existência. Deuses e demónios tornar-se-ão seus servos e atingirá, sem qualquer impedimento, os quatro rituais mágicos. Essa pessoa estará apta, sem qualquer impedimento, a ajudar todos os seres, tanto quanto quiser. Quem conseguir contar trinta milhões ou setenta milhões de recitações tornar-se-à inseparável dos Budas dos três tempos: passado, presente e futuro. Na realidade, essa pessoa será idêntica a mim. Todos os deuses e rakshasas ouvirão e obedecerão aos seus comandos, cumprindo todo aquilo todo aquilo que lhes for confiado. A pessoa superior atingirá ainda nesta vida o Corpo de Arco-Íris. A pessoa mediana, na ocasião do Bardo Chi-khai, perceberá a luz clara da Iluminação ['od-gsal]. Mesmo a pessoa inferior, assim que vir o meu rosto no Bardo, ficará livre das aparições (que normalmente aparecem ali) e, tendo renascido em Camaradvipa, dará uma incomensurável ajuda a todos os seres. Então, a Dakini Yeshe Tsogyal perguntou: Ó Grande Mestre, agradecemos-te pelo vasto e incomensurável poder e benefícios. Contudo, para o bem dos seres vindouros, por favor, faz uma breve exposição, em forma de sutra, do incomensurável poder e benefícios, do comentário das sílabas místicas do Mantra do Guru Padma. Então, o Grande Mestre disse: Ó filha de nobre família, aquele que é denominado o Mantra Vajra Guru é não apenas o meu nome, como também representa o próprio coração ou essência vital dos Yidams, dos quatro tipos de Tantras, dos Nove Veículos e das oitenta e quatro mil secções do Dharma. Este Mantra é completo e perfeito, pois é a própria essência de todos os Budas dos três tempos, de todos os Gurus, Devatas, Dakinis e Dharmapalas. Se alguém perguntar a causa desta perfeição então permitam que o ouça bem e que o retenha com firmeza na sua mente. Permitam que repita o mantra uma e outra vez. Permitam que o anote. Então, permitam que se instrua e expliquem o seu significado a todos os seres vindouros.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Om, Ah, Hum são a suprema essência do corpo, palavra e mente.
Vajra Guru Padma Siddhi Hum referem-se aos cinco aspectos ou famílias de Buda.
Vajra é a suprema essência da família Vajra;
Guru é a suprema essência da família da jóia;
Padma é a suprema essência da família do Lótus;
Siddhi é a suprema essência do karma;Hum é a suprema essência da família de Tathagata.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Om é a perfeição do Sambhogakaya, que encarna os Budas das cinco famílias.
Ah é a perfeição completa e imutável do Dharmakaya.
Hum é a perfeição do espaço diante do Guru Nirmanakaya.
Vajra é a perfeição da divina assembleia de Herukas.
Guru é a perfeição da assembleia do Guru Vidyadharas.
Padma é a perfeição da divina assembleias das Dakinis e Shakinis.
Siddhi é a energia vital [prana, srog] de todos os deus da fortuna e senhores da riqueza.
Hum é a energia vital de todos os Dharmapalas sem excepção.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Om, Ah, Hum são as energia vitais dos três tipos de Tantras.
Vajra é a energia vital das duas secções denominadas Vinaya e Sutras.
Guru é a energia vital dos dois Tantras Abidharma e Kriya.
Padma é a energia vital do Tantra Upaya e Tantra Yoga.
Siddhi é a energia vital de Mahayoga e Anuyoga.
Hum é a energia vital do Atiyoga.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Om, Ah, Hum purificam todas as obscuridades provenientes dos Três Venenos.
Vajra purifica todas as obscuridades provenientes do ódio.
Guru purifica todas das obscuridades proveniente do orgulho.
Padma purifica todas as obscuridades provenientes da inveja.
Hum purifica todas as obscuridades provenientes de todas as máculas.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum obtemos o Dharmakaya, o Sambhogakaya, e Nirmanakaya.
Através de Vajra obtemos a Gnose semelhante ao espelho [jnana].
Através de Guru obtemos a Gnose da semelhança (Nota: "sameness" na tradução inglesa)Através de Padma obtemos a Gnose da Discriminação.
Através de Siddhi obtemos a Gnose de Tudo-alcançar.
Através de Hum obtemos tudo o que provém da Gnose.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum controlamos os deuses, demónios e homens.
Através de Vajra controlamos os espíritos hostis, os Gandharvas e os espíritos do fogo.
Através de Guru controlamos os espíritos hostis de Yama e Rakshasas.
Através de Padma controlamos os espíritos hostil da água e do ar.
Através de Siddhi controlamos os espíritos hostis de Yakshas e os demónios poderosos.
Através de Hum controlamos os Genii Planetários e os Senhores da Terra.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum obtemos as Seis Perfeições.
Através de Vajra obtemos todos os rituais mágicos pacíficos.
Através do Guru obtemos todos os rituais mágicos da prosperidade.
Através do Padma obtemos todos os rituais mágicos todo-poderosos.
Através de Siddhi obtemos todos os rituais mágicos do sucesso mundano.
Através de Hum obtemos todos os rituais mágicos aterradores.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum neutralizamos as influências mágicas tanto dos Lamas como dos Böpos.
Através de Vajra neutralizamos as influências hostis da vingança dos deuses.
Através de Guru neutralizamos as influências hostis dos deuses Rakshasas e das divindades naturais.
Através de Padma neutralizamos as influências hostis das divindades mundanas menores e dos demónios.
Através de Siddhi neutralizamdos as influências hostis dos Nagas e dos Senhores da Terra.
Através de Hum neutralizamos as influências hostis dos deuses, demónios e homens.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum vencemos as hostes militantes dos Cinco Venenos.
Através de Vajra vencemos as hostes militantes provenientes do ódio.
Através de Guru vencemos as hostes militantes provenientes da cobiça.
Através de Padma vencemos as hostes militantes provenientes da inveja.
Através de Siddhi vencemos as hostes militantes da inveja.
Através de Hum vencemos as hostes militantes dos deuses, demónios e homens.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum obtemos os siddhis do Corpo, Palavra e Mente.
Através de Vajra obtemos os siddhis das divindades pacíficas e iradas [Yi-dam zhi-khro].
Através de Guru obtemos os siddhis do Guru Vidyadhara.
Através de Padma obtemos os siddhis das Dakinis e das Dharmapalas.
Através de Siddhi obtemos os siddhis tanto comuns como supremos.
Através de Hum obtemos todos os siddhis concebíveis.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum transmigramos para o Reino Primordial.
Através de Vajra transmigramos para o Reino Felicidade Manifesta que está na direcção Este.
Através de Guru transmigramos para o Reino da Fortuna, que está na direcção Sul.
Através de Padma transmigramos para o Reino da Grande Bênção que está na direcção Oeste.
Através de Siddi transmigramos para o Reino Supremo que está na direcção Norte.
Através de Hum transmigramos para o Reino Inabalável que está no Centro.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Através de Om, Ah, Hum obtemos o Vidyadhara dos Três Corpos.
Através do Vajra obtemos o Vidyadhara estabelecido no primeiro estágio.
Através do Guru obtemos o Vidyadhara do poder da longevidade.
Através do Padma obtemos o Vidyadhara do Mahamudra.
Através do Siddhi obtemos o Vidyadhara autocriado [lhun-grub].Através do Hum obtenos o Vidyadhara completamente maturado.


OM AH HUM VAJRA GURU PADMA SIDDHI HUM


Se pronunciarmos o Mantra Vajra Guru apenas uma vez então mesmo que apareça a doença e a miséria, o mérito disto será maior do que a inteira expansão do Jambudvipa. É certo que todos os seres, homens e mulheres, que olharem, ouvirem ou memorizarem este mantra tornar-se-ão vidyadharas. As palavras verdadeiras do Guru Vajra nunca falham. Se acontecer que alguém não obtenha o seu desejo da forma como o disse, então, eu, Padma, falhei com todos os seres sencientes. No entanto, uma vez que é certo que eu não falho, as pessoas devem praticar a sadhana de acordo com as minhas instruções. Quem não conseguir cantar o mantra repetidamente, deve colocá-lo no cimo de um poste como uma bandeira vencedora, pois, sem dúvida, os ventos levá-lo-ão a todos os seres. Em alternativa, pode desenhá-lo em madeira, pedra, terra ou noutra coisa, consagrando-o, tornando-o poderoso [rab-gnas], e então colocá-lo num sítio alto ao longo da estrada. Vendo-o ali, todos os seres serão purificados de doenças, espíritos malignos e obscuridades. Num local assim, fica detida a passagem dos demónios e rakshasas. Pode ainda escrevê-lo num papel azul-escuro com tinta de ouro puro e encaderná-lo. Desta forma, os espíritos malígnos, diabos e fantasmas ficarão incapazes de fazerem qualquer tipo de mal. Após a morte, se for queimado com o corpo, aparecerá um arco-íris. Mais, é certo que essa pessoa transmigrará para a Grande Bênção [bde-chen]. Se uma pessoa escrever e ler este mantra repetidamente, seguramente passará para lá de qualquer medida de virtude. Para o bem de todos os seres sencientes vindouros, eu escreverei isto e escondê-lo-ei. Então, que alguém possuidor de bom karma o encontre.

SAMAYA! GYA GYA GYA!

(este é o meu voto secreto, três vezes selado!)

Que permaneça em segredo daqueles com visão herética.

GYA GYA GYA!

Contudo, que seja oferecido a todos aqueles que são firmes nos seus votos.Tulku Karma Lingpa recuperou este tesouro escondido e copiou-o do Shog-ser.Nota: Este texto consiste num diálogo entre a princesa tibetana Yeshe Tsogyal e o seu Guru, Padmasambhava. Consiste num comentário sobre o significado escondido das síladas do Mantra de Padmasambhava Vajra Guru. Trata-se de um excerto de um trabalho maior, o Shog-ser, que pertence a um Terma descoberto pelo grande Mestre de Terma Karma Lingpa. Este mestre é também responsável pela descoberta do famoso Bardo Thosgrol ou "Livro Tibetano dos Mortos". É um ser extraordinário cujas primeiras descobertas ocorreram quanto tinha apenas 15 anos de idade. A primeira edição da versão inglesa traduzida do original tibetano, que data do séc. XIV, foi imprensa em 6 de Junho de 1998, nos EUA.Que todos os méritos decorrentes da publicação deste trabalho sejam imediatamente transferidos para o benefício de todos os seres. (Veja o texto original em Inglês)


BENEFÍCIOS DO MANTRA DO MESTRE DE DIAMANTE


É interessante conhecer o alcance do mantra que está no coração do yoga do Mestre. O diálogo que se segue é uma tradução livre de certas passagens de um texto escrito no século VIII e relata uma conversa entre Padmasambhava e a dakini Yeshe Tsogyal, sua principal discípula tibetana. Após ter apresentado a Guru Rinpoche as oferendas exteriores, interiores e secretas, Yeshe Tsogyal fez-lhe o seguinte pedido:«Oh Mestre Venerado, para o meu bem e para o bem dos seres a vir, considerai este meu pedido. O facto de vos ter encontrado é para mim e para as pessoas do meu tempo um bem inestimável. Nos tempos vindouros, encontrar-se na presença de um ser como vós será extremamente difícil. Pessoalmente, recebi ensinamentos, conselhos e práticas com abundância e todas as dúvidas me abandonaram. Em contrapartida, vós mesmos haveis previsto dificuldades consideráveis para os homens e mulheres dos tempos futuros: de espírito turbulento, grande dificuldade terão para encontrar e compreender os ensinamentos autênticos. A profusão de visões desgarradas e de ensinamentos falaciosos ensombrarão os seus espíritos, quão difícil lhes será discemir o verdadeiro do falso! Mais ainda, muito renitentes ficarão diante dos verdadeiros ensinamentos. Chegada a época dos desastres, das guerras, das fomes e doenças, os seres irão vaguear de continente em continente, sempre em fuga, como formigas escorraçadas do formigueiro. Haveis dado numerosas indicações sobre a maneira de repelir as calamidades e as idades difíceis; todavia, esses tempos vindos, muitos desejarão voltar-se para o Dharma, mas há-de faltar-lhes o vagar. Quanto aos que exprimirem um real interesse pela prática, difícil lhes será aprofundá-la. A discórdia reinará entre os seres; tanto os seus alimentos como os objectos usuais perderão as qualidades naturais e serão contaminados. Para entravar essas condições nefastas, haveis já invocado o poder dos mantras e do mantra do Mestre de Diamante em particular. Tende a bondade de nos explicar esse mantra e o modo de o utilizar.»
O grande sábio respondeu:«É verdade, nesses tempos os desastres e as calamidades irão abater-se. Em intenção dos seres que então viverão, escondi tesouros em diferentes sítios do planeta - em rochedos e montanhas, nos rios e também no coração de seres predestinados. Esses tesouros serão extremamente benéficos.Quanto ao mantra do Mestre de Diamante, é também o mantra de todos os seres iluminados. Nos tempos difíceis poderá ser cantado em lugares sagrados ou em lugares solitários, no cimo das montanhas, à beira de rios ou dos oceanos, ou ainda em lugares varridos por catástrofes. Haja um grande praticante, um monge autêntico ou alguém de imensa compaixão que então o recite cem, mil, dez mil, cem mil vezes ou mais, e o resultado será inconcebível. O som do mantra poderá estrangular ou afastar todo o tipo de flagelos, tais como doenças, fomes ou guerras, bem como as consequências do desequilíbrio da Natureza: colheitas más, chuvas torrenciais, inundações ou secas. Este mantra contém em si imensos poderes, que permitem equilibrar os diferentes elementos tanto no plano exterior como interior e secreto. Quem quer que o pratique encontrará o Perfeitamente Iluminado, o Buda, nesta vida, nas vidas futuras ou no estado intermediário, em sonho ou em realidade. Aquele ou aquela que, com uma compaixão autêntica, o recitar regularmente, pelo menos cem vezes por dia, não conhecerá qualquer dificuldade material e verá os seus desejos cumprirem-se pelo poder dessa recitação. Aquele ou aquela que o recitar mil vezes por dia receberá incalculáveis bênçãos, bem como a capacidade de socorrer os demais de modo inconcebível. O praticante que o recitar cem mil vezes ou dez vezes cem mil de modo contínuo, ou seja, todos os dias e sem interrupção, poderá pacificar tudo o que é negativo e adquirirá para si e para os demais o poder de prolongar a vida e aumentar a sabedoria, e poderá dominar os fenómenos e subjugar as forças negativas. O seu poder de ajudar os outros aumentará consideravelmente. Quem quer que faça trinta ou setenta vezes cem mil recitações de maneira contínua, tornar-se-á inseparável dos Budas do passado, do presente e do futuro e receberá conselhos e indicações directamente dos seres iluminados. Todos os seus votos se realizarão. Pelo melhor, obterá no espaço de uma única vida o corpo de arco-íris. A um nível mediano, alcançará a liberdade última no momento da morte. No pior dos casos, durante o bardo, eu, Padmasambhava, virei em pessoa para o guiar na via da completa Iluminação.»
De novo, Yeshe Tsogyal disse:«Mestre, eis uma prática verdadeiramente extraordinária! Tende a bondade de nos explicar o sentido deste mantra, de tal modo que os seres humanos vindouros possam compreendê-lo melhor.»
Padmasambhava deu-lhe então uma resposta extremamente pormenorizada, da qual se seguem alguns extractos:«Este mantra é a essência de todos os mantras. Através dele podemos explicar todas as ciências e todos os ensinamentos que existem. Ouve com atenção, coloca por escrito o que vou dizer e explica-o então a quem tenha necessidade:Om corresponde à natureza do corpo, Ah à natureza da palavra e Hung à natureza do espírito de todos os Budas. As cinco palavras Vajra Guru Padma Siddhi Hung referem-se aos cinco aspectos ou 'famílias' de Buda: a famí1ia do Diamante (Vajra), da Jóia (Ratna), do Lótus(Padma), do Duplo-Vajra (Karma) e da Roda (Buda). Representam as cinco sabedorias: a sabedoria como o espelho, a sabedoria da equanimidade, a sabedoria que discerne, a sabedoria que tudo realiza e a sabedoria do espaço absoluto.Quanto ao efeito deste mantra:As três sílabas Om Ah Hung têm o poder de purificar os seres dos três principais venenos, que são a aversão, o apego e a ignorância. As sílabas Vajra Guru Padma Siddhi Hung actuam sobre as emoções de modo mais específico: Vajra pacifica a emoção grosseira da aversão e os obscurecimentos que ela provoca; Guru dissipa os véus grosseiros e subtis do orgulho; Padma suprime os véus e as emoções provenientes do apego; Siddhi aplica-se à inveja e ao ciúme; Hung purifica da ignorância e dos véus subtis que ela implica.Este mantra não trata apenas as desordens emocionais devidas aos cinco venenos, trata também dos seus efeitos sobre o corpo físico: os desequilíbrios que perturbam os órgãos principais.Podemos igualmente dar uma tradução literal deste mantra:Om Ah Hung: o corpo, a palavra e o espírito.Vajra: o diamante indestrutível.Guru: supremo, o mestre.Padma: o lótus.Siddhi: as realizações.Hung: receber, reunir, perfazer.
Este mantra possui um grande poder de protecção contra as forças exteriores susceptíveis de perturbar o espírito e os órgãos vitais. Pode repelir e suprimir todo as formas de violência, caso alguém de imensa compaixão o pratique assiduamente ou numerosas pessoas o recitem em uníssono: Om Ah Hung repele os conflitos armados derivados dos três venenos de um modo geral. De modo mais específico e em relação com os cinco venenos, Vajra repele as guerras causadas pela cólera; Guru as que nascem do orgulho; Padma as devidas ao apego egoísta; Siddhi as que são inspiradas pela inveja e pela cobiça; Hung as que resultam de uma influência exterior súbita, fonte de desequilíbrios (por exemplo, a influência que impele os dirigentes das nações a agir de maneira irresponsável).»
Segundo Padmasambhava, cantar este mantra, ainda que uma só vez, tem um efeito subtil de tal modo vasto que, se pudéssemos dar a este último uma forma, o universo inteiro não bastaria para a conter. Escrevê-lo de maneira a que seja visto e recitá-lo de maneira a que os seres o ouçam ou o recordem são fontes de imensos benefícios. Cantá-lo onde tenha havido um acidente, um desastre natural ou qualquer outro tipo de dificuldades, previne o seu recrudescimento. Se quisermos ajudar uma pessoa ou um animal à beira da morte, podemos colocar sobre o corpo do moribundo o mantra escrito em tinta dourada sobre um papel azul consagrado. A sua influência benéfica exercer-se-á no estado intermediário e conduzirá esse ser a uma existência melhor. Cantar este mantra numa viatura ou em qualquer outro tipo de transporte é uma protecção eficaz contra os acidentes.Podemos igualmente servir-nos dele para revitalizar a comida: ao pequeno-almoço, por exemplo, recitamo-lo algumas vezes e depois sopramos sobre os alimentos. Ou então, enquanto o recitamos, concentramo-nos para reunir mentalmente a essência dos elementos e dissolvêmo-la de seguida na comida. Esta verá a sua energia regenerada, reequilibrada e transformada. Este mesmo método pode servir para abençoar os remédios que tomamos ou damos, de modo a aumentar os seus efeitos terapêuticos. Segundo a medicina tibetana, é possível restabelecer o equilíbrio dos agregados do corpo físico utilizando os princípios activos de plantas e minerais específicos. Mas para reequilibrar o plano de energia muito subtil que circula no corpo e, em particular, o plano mental, isso não basta; é necessário recorrer à concentração e à recitação de certos mantras. Por essa razão, na medicina tibetana não nos contentamos em preparar os medicamentos mecanicamente. A pessoa que os prepara concentra-se com muito amor e compaixão e serve-se de mantras para consagrar os remédios durante o seu fabrico; o médico, por sua vez, age da mesma maneira antes de os administrar. Há então efeitos subtis que se conjugam aos efeitos químicos, equilibrando as energias subtis e contribuindo para o sucesso do tratamento. Também vocês podem consagrar os remédios que tomam com este mantra.Em resumo, o objectivo da prática deste mantra não é unicamente dar a quem o recita bênçãos e poderes, mas sim permitir-lhe que se ajude e que ajude os demais de múltiplas maneiras.Por conseguinte, na vida quotidiana, ganhem o hábito de o cantar ao levantar e ao deitar, antes de dar início a um projecto, a um trabalho ou a uma viagem.Quando estão felizes, cantem-no para propagarem a vossa alegria; tristes, cantem-no para apaziguarem o sofrimento do Universo. Os benefícios assim engendrados verter-se-ão sobre vós e sobre todos os seres, como um rio sem fim.


Fontes: Diamantes de Sabedoria, de Pema Wangyal

http://visiblemantra.org/padmasambhava.html

http://www.khandro.net/VGM.htm

http://www.dzogchen.org/chant/guru.htm

QUE PAÍS É ESTE

Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é este”

A profusão, a bazófia, as especulações, a voracidade dos apetites dos gananciosos, a doença do egoísmo, os interesses econômicos, o tráfico de influência, demonstram visivelmente a corrupção que campeia o poder estatal. Desde os menos graduados até os funcionários mais influentes, como disse o saudoso poeta, “sujeira pra todo lado”. Em que pese o sensacionalismo da mídia, a opinião pública, indignada, assiste perplexa um mar de escândalos, desiludida com a certeza da total impunidade dos poderosos. São raros os casos de ‘figurões’ que são processados e condenados. Regra quase que absoluta é o resguardo dos poderosos, revelando a cumplicidade da camada dominante da sociedade.
Corriqueiramente os políticos influentes transformam o dinheiro público em benefícios pessoais. Do mais influente ao afiliado político, deixando os pequenos desentendimentos de lado, uma fabulosa rede de corrupção transforma práticas ocultas e ilícitas em condutas institucionalizadas. Sonegação de impostos, falsidade ideológica, abuso do poder econômico, fraude eleitoral, notas frias, caixa dois, entre outros delitos, nos bastidores da máfia pública, quem pode mais chora menos. Eventuais condenações transitadas em julgado – criminais, por atos de improbidade administrativa, entre outras – não chegam a incomodar. Basta o Senado e a Câmara dos Deputados aprovarem mais uma anistia perdoando a todos.
Tudo é festa no mundo dos poderosos. A gráfica do Senado realiza impressões oficiais e particulares, estando a livre disposição dos senadores. O Congressista mais abastado ‘comprova’ sua grande sorte com reiteradas premiações na loteria. O favorecimento da empreiteira da família do Senador é obrigação a ser satisfeita pelo Prefeito, se não aquele pode ficar furioso.

Preocupados com a crescente, infelizmente ainda reduzida apuração da corrupção no Poder Público, após condenarem publicamente o Judiciário, querem amarrar o Ministério Público, afastando sua independência política e autonomia financeira. Combatem um teto salarial decente e único, para, usando de uma artimanha, duplicar um teto salarial supostamente mais baixo, brigando ainda, demagogicamente, pelo aumento de um salário mínimo quase inexistente. A imoralidade de auxílios e gratificações atinge indistintamente a todos.
Educação, saúde, trabalho, lazer e segurança são direitos sociais lembrados somente em época de campanha. A compra descarada de votos se dá através das mais variadas formas: o fornecimento de tijolos, telhas, ou mesmo uma carrada de brita ou areia. Para o eleitor mais chegado necessário um cargo em comissão, já para o eleitor miserável apenas um pedaço de pão. Se não tiver dentes, sem problemas, é premiado com uma dentadura, metade na hora, outra futuramente. Basta trazer consigo o número do candidato eleito na mão.

“Terceiro mundo se for
Picada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão
Que país é este”

Affonso Ghizzo Neto

http://www.buscalegis.ufsc.br/corrupcaobrasil/agn.htm

Acorda Brasil ! ! !

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Para combater a Corrupção é preciso acabar com a Impunidade !

Para combater a Corrupção é preciso acabar com a
IMPUNIDADE !
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Brasil, o paìs da Corrupção
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Chega de Impunidade ! ! !
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Os Cartões Corporativos
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"POVO QUE NÃO TEM VIRTUDES, TERMINA POR SER
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Fala Brasil

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EDUCAÇÃO NO BRASIL, uma mensagem de fé!
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Educação e Cultura no Brasil
http://br.youtube.com/watch?v=QhJAOBUl5Qc&feature=related



A desigualdade social e seus reflexos na educação
http://br.youtube.com/watch?v=C4SSnw50SU4&feature=related




ética e cidadania
http://br.youtube.com/watch?v=CME5NHa7Nfk&feature=related



Filosofia e Ética
http://br.youtube.com/watch?v=oFtjZ7b4NNg&feature=related




REFORMA MORAL E ÉTICA NA POLÍTICA JÁ
http://br.youtube.com/watch?v=URStn-itRRM&feature=related



Ética e Política
http://br.youtube.com/watch?v=zFQoeRgwOhk&feature=related



A política exige mais que honestidade
http://br.youtube.com/watch?v=Nx8HX6QJMto&feature=related

domingo, 30 de março de 2008

Repassando............Referendo Nacional

Ajude a divulgar o Referendo Nacional.
Contra o desmatamento e a favor do REFLORESTAMENTO
Peça uma lista para o e-mail
.villasboaspaulo@gmail.com
Saudações Florestais
Villas-Bôas

Discurso do professor

"Minhas caras crianças, como o poder nos escuta hoje, eu quero reunir em poucas palavras o que eu tive a ocasião de vos dizer com relação à polìtica. O primeiro artigo, o mais antigo, o mais conhecido, é que é preciso obedecer aos poderes, eu compreendo voluntariamente, sem restrição e da melhor maneira possìvel. Isso vai longe. Obedecer as leis em primeiro lugar, mas também executar rapidamente as ordens recebidas. Seja na inundação, seja no incêndio, e sobretudo no estado de guerra, disso depende a vida talvez; mas eu não vejo de maneira alguma poderes possìveis sem essas condições, nem uma ação comum possìvel. O juramento de obedecer deve então sempre ser renovado em vossos corações. Quando ele serà renovado publicamente cada ano, eu verei nesse ato uma bela festa. A vossas ordens, César." È bom dizer que o homem que falava assim tinha um braço a menos, e uma fama de soldado exemplar. Seu discurso não soava oco.
O homem sem medo e exemplar ainda tinha alguma coisa para dizer." È preciso, ele diz, uma compensação. Esse contrato entre os cidadãos e o poder não pode ser feito de maneira que um tenha todos os direitos e que o outro não tenha nenhum. Nòs não devemos discutir sobre o direito de agir, de possuir, de louvar seu trabalho, de recusa-lo, e de exprimir o que nòs pensamos. Esses direitos, da mesma maneira que o direito de eleger, de criticar, de controlar, são regulados por leis que são as melhores possìveis. Mas eu deixo esse detalhe para poder falar do essencial que é o dever de pensar livremente. Assim que o cidadão é crédulo, todos os direitos são abolidos. È necessàrio não acreditar. È muito difìcil de não acreditar no que diz um homem eloquente e que ocupa o cargo mais elevado. Mas compreendam também que um tal homem defende sempre ele mesmo, que ele é juiz e parte civil, que ele é rodeado de lisonjeadores, que enfim ele exerce o poder, coisa embriagadora, e que provoca a cegueira. Ele serà enganado, ele se enganarà a ele mesmo.
A història dos povos, como eu vos mostrei, é a història dos erros onde cai naturalmente todo poder que governa também os pensamentos. Então examinem, estudem, se informem, e se escutem uns aos outros. Nos casos difìceis, saibam duvidar. A opinião reina sempre; ela se faz sentir através do voto, mas bem antes do voto. Cada um de vocês é parte da opinião e moderador do poder. O fato de recusar de acreditar é suficiente.
" Mais uma palavra sobre isso, meus amigos. Não aclamem de maneira alguma. A aclamação volta para vocês e toca vossos corações. O cidadão se encontra além de seu pròprio julgamento, o poder aclamado acredita ser amado e infalìvel, toda liberdade està perdida. O pesado dever de obedecer não é mais limitado nem equilibrado por nada. Eu descrevo aqui novos hàbitos; eu vos falo de um difìcil dever. Mas, meus amigos, se nòs queremos ser livres, é preciso querer. E nunca esqueçam que os poderes serão moderados, prudentes, circunspetos, preservados para sempre da suficiência, razoàveis enfim, e moderadores de vossos bens e de vossas vidas, se simplesmente vocês vos privarem de aplaudir."
O agradàvel é que o poder mais obscuro não pode encontrar nada para criticar nesse discurso; mais ele ferve ao escuta-lo; ele gostaria de chamar seus guardas; ele espera, ele chama do fundo do coração a desobediência, esse outro guarda dos reis.

- 3 de dezembro de 1923

-Alain - Propos sur les pouvoirs - pg 164, 166.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Verdade masculina......serà ?

Um dos meus melhores amigos aqui na França é àrabe. Ele mora na França hà 20 anos, tem a nacionalidade francesa, mas continua fiel e apaixonado pela sua cultura e suas raìzes, ele é do Marroc; ele tem 47 anos, é engenheiro e professor universitàrio, é casado com uma àrabe, é muçulmano e tem 4 filhas.
As filhas dele vão na mesma escola que meu filho. Todos os dias então eu vejo ele ou a mulher dele que é uma das minhas melhores amigas, eles me chamam de irmã e sempre sou convidada para as festas tradicionais deles e jà fiz o Ramadam com eles 3 vezes; foi uma experiência maravilhosa que enriqueceu muito minha vida e meu equilibrio interior.
Quando nòs nos encontramos na escola, se eu estou triste eles sempre me convidam para tomar um café na casa deles e vice-versa.
Ontem eu estava muito triste e o Ackim me disse, " Vamos tomar um café là em casa".
E là fui eu com meu filhinho tomar o " café da paz" como nòs costumamos dizer.
E como sempre tentamos reconstruir o mundo e nossos corações.
Eles falam do Marroc e é muita emoção.......saudade........revolta.......tristeza....
Eu falo do Brasil.......saudade......revolta.......tristeza........
Saudade sempre !
Falamos da França e também é muita emoção......e assim vamos dando a volta pelo mundo....
Falamos inevitavelmente de polìtica........indignação.......revolta..........decepção.......
Sonhos e utopias mil.....
Falamos religião também....momento de respeito e grande seriedade........tristeza e revolta também, infelizmente !
E finalmente, como sempre, falamos de educação e filosofia.
Hoje falamos pouco de filosofia; ele me perguntou o que era a verdade para mim, e eu respondi que sempre procurei a verdade mas ainda não a encontrei.
Eu fiz a mesma pergunta para ele e ele me respondeu :
- " Rita, eu ainda não sei o que é a verdade, mas eu sei o que é a minha verdade. A minha verdade é quando eu faço amor com minha mulher e quando eu vejo minhas filhas felizes".
Fiquei muito surpresa e emocionada de ouvir um homem dizer isso.
Achei muito lindo !

Free Tibet



"Devemos aprender a respeitar a vida particular de cada um, e não impor nossos padrões morais aos outros..."


FREE TIBET!




Assine a petição e apóie o fim da violência no Tibet:


www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/83.php/?cl=68258156



Mitos Celtas



Para os primitivos celtas, o mito suplantava a própria história. Em nenhuma outra sociedade se dava tão perfeita simbiose entre a realidade e a irrealidade, a narração e a fábula, o exotérico e o esotérico. Já o grego Estrabão, que nasceu pouco antes de começar a nossa era, menciona os celtas na sua volumosa obra geográfica, baseando-se em escritos de anteriores historiadores clássicos, e faz menção à semelhança de ritos e costumes entre povos que, graças às contínuas migrações daqueles tempos, geminavam as suas raças até chegar a uma posterior simbiose.

Também cita algumas das suas peculiaridades, as quais fazem este povo primitivo mais atrativo do que outros muitos daquela época. Sabe-se, por exemplo, que os celtas adoravam as águas dos diferentes mananciais e consideravam sagradas todas as fontes. Em torno delas teceram variedade de lendas, algumas das quais sobreviveram até aos nossos dias.

Havia um deus das águas termais chamado Bormo, Borvo ou Bormanus -conceitos que têm o significado de "quente", daqui derivará Bourbon, ou "luminoso" e "resplandecente"-, com que era reconhecido também, em ocasiões, como o deus da luz. E o seu ancestral culto daria lugar à comemoração das célebres festas irlandesas -as "Baltené"-, que se celebram no primeiro de Maio.

Muito freqüentemente, os heróis celtas consideravam-se filhos do rio Reno -pois da margem direita deste rio provinha essa etnia celta que invadiu a Gália, as Ilhas Britânicas, Espanha, parte da Alemanha e a Itália e o vale do Danúbio-, dado que sentiam a necessidade de ser purificados pelo poder catártico da água.

Não obstante, a deidade mais peculiar das águas era Epona -assimilada do mundo grego, que sempre ia montada a cavalo, animal que o deus do mar, Possêidon-, tinha feito surgir com o seu tridente, tal como ficava registrado na mitologia clássica, pelo qual também era considerada entre os celtas como uma deusa eqüestre. Havia também uma espécie de padroeira de mananciais e fontes à qual os galos denominavam Sirona.

Montanha

É o galo, portanto, um povo de costumes ancestrais que introduz na história, talvez sem querer, o valor mágico da arte, dado que há mais de quinze mil anos representava nas paredes de ocultas covas uma série de estilizadas figuras que, na opinião de modernos investigadores da pré-história, estavam carregadas de

simbolismo, e pelo menos -especialmente ao representar o corpo de alguns animais, que lhes serviam de alimento, atravessados com flechas ou lanças como uma premonição mágica da sua posterior captura-, pretendiam aproximar a realidade da sua imagem até identificar ambas.

Trata-se, portanto, de um povo que se caracteriza por introduzir nas suas legendárias epopéias, transmitidas habitualmente de forma oral, elementos mágicos e simbólicos que conformarão o mito do seu ancestral e da sua idiossincrasia, como raça e como etnia únicas.E, assim, os galos tinham uma concepção animista da natureza e da matéria -as coisas estão cheias de deuses e de demônios e têm vida- e, pelo mesmo motivo, consideravam sagradas as montanhas e, de forma especial, as suas cumeeiras e picos, onde se levavam a cabo rituais similares aos que se realizavam no Reno ao submergir nas suas águas os recém-nascidos; se o menino sobrevivia passava a ser filho legítimo dado que tinha um protetor, o rio Reno, comum a ele e ao seu progenitor. Algumas cumeeiras de montanhas eram consideradas como morada das deidades celtas e, nas suas cimeiras, se erigiam templos em honra aos deuses que melhor protegeriam estes lugares de silêncio e recolhimento.

Eram consideradas como deidades a Montanha Negra e algumas cumeeiras dos Pirineus. De resto, a semelhança com os lugares sagrados da mitologia clássica, tais como o Olimpo e o Parnaso, era evidente.

Bosques

Uma etnia, como a celta, que enchia as regiões em que habitava com infinidade de seres fantásticos, tais como fadas, gnomos, silfos, duendes e anões, tinha que conseguir lugares idôneos para o acomodo de semelhante figuras. E é assim como surge a preocupação e o respeito pela vegetação, pelas ervas, pelas árvores; o bosque erige-se em santuário celta, e as suas árvores -com as raízes procurando as profundidades da terra, e os ramos abrindo-se para o horizonte amplo do espaço exterior-, simbolizam a relação constante entre o que está abaixo e o que está acima, entre o imanente e o transcendente.

Seguindo o seu critério animista, os galos consideravam os seus bosques cheios de vida e, muito especialmente certas árvores, da família dos Quercus, que neles cresciam. Entre estas, talvez o ritual mais oculto e eficaz fosse aquele das azinheiras, às quais se tinha um respeito religioso e transcendental, carregado de veneração. Era uma árvore bendita e, quando ardia, tinha a virtude de curar doenças. Talvez a tradição, que ainda dura, das fogueiras de São João tenha a sua origem em certos ritos celtas relacionados com a chama catártica da azinheira ao arder.

Simbolismo Vegetal

Aqueles que passassem pelo tronco oco das árvores do bosque seriam preservados de todas as doenças e todos os males. E, no caso do carvalho, torava-se tão patente o seu caráter totêmico que era consagrado ao deus celta Dagda, que era uma deidade criadora que encarnava o princípio masculino, ao passo que o princípio feminino era do Ágárico. Só os druídas -poderosos sacerdotes galos-, com as suas podadeiras de ouro e revestidos com túnicas brancas, numa cerimônia plena de pompa, podiam cortar e colher o agárico que crescia pegado aos carvalhos.

A cerimônia ia presidida por um ritual consistente em sacrificar touros brancos aos deuses; também o tecido onde se depositava o agárico podado devia ser branco. Havia também outras plantas que se utilizavam para curar as doenças contraídas por alguns animais e, para colhê-las, era necessário seguir um ritual consistente em utilizar somente a mão esquerda, jejuar e não olhar para a planta no momento de arrancá-la. Caso contrário, não surtiria o efeito desejado. O carvalho, então, aparecia entre os celtas carregado de simbolismo e, pelo mesmo motivo, representava a boa acolhida, a tutela e o apoio.

Simbolismo Animal

Também os animais eram objeto de culto e veneração entre os galos. Alguns grupos tribais utilizavam o nome próprio de um determinado animal para, assim, mostrar-lhe a veneração e o culto devidos. Por exemplo, a tribo dos "Tauriscí" recebia esse nome porque os seus componentes estavam considerados como "os homens e mulheres do Touro". Os "Deiotarus" pertenciam ao grupo do Touro deífico. Os "Lugdunum" eram chamados assim porque habitavam na colina do corvo. Os "Ruidiobus" apareciam associados com o javali e o cervo. A tribo dos "Artogenos" era um povo ligado à existência de animais como o urso. E até havia uma deusa que recebia o nome de "Artío", e aparecia representada com a figura de uma ursa.

A verdade é que existem numerosas representações artísticas que mostram a importância que, entre os celtas, adquiriria o totemismo animal. Existia também, uma abundante espécie de legislação não escrita, que é uma conseqüência direta desta consideração sagrada dos animais, pela qual os povoadores celtas se mostrarão escrupulosos à hora de conseguir os seus alimentos. Por exemplo, entre os celtas não se consumia carne de cavalo, dado que este era um dos animais considerados sagrado e exclusivamente destinados a trabalhos bélicos.Certos animais, como a lebre, eram utilizados pelos povoadores galos com fins relacionados com a predição profética e a visão futura. Também o frango, o galo e a galinha eram animais venerados pelos galos e a sua carne não podia comer-se.

Deidades Sanguinárias

O curioso é que, ao lado de tanto respeito pelos animais, os galos praticavam sacrifícios cruentos de seres humanos que ofereciam a umas deidades consideradas desapiedadas. Entre estes deuses cabe destacar Esus, Teutatés e Tarann; o primeiro deles era um deus lenhador, considerado como dono e senhor de campos e vidas. Era muito similar a um deus secundário do panteão clássico, especialmente do romano, que tinha os mesmos atributos que a deidade gala e que levava por nome Herus.

O segundo deles estava considerado como um deus relacionado com a população, com o povo, pois "Teutatés" guarda relação com uma palavra celta que significa povo. Não parece, de resto, que tenha muito que ver com a existência de uma deidade sanguinária que exige vidas humanas.

O último dos três enumerados, Tarann -também chamado Taranis-, deriva o seu nome da palavra gala tarah, que significa "relâmpago", e estava considerado como o deus do fogo e das tempestades. Também aparecia, às vezes, como uma deidade relacionada com outros elementos essenciais diferentes do fogo, tais como a água, o ar e a terra, sobre os quais incidiria como uma espécie de princípio ativo. Também foi relacionado com o conhecimento e a intuição, pelo qual não parece que seja um deus merecedor de semelhante barbaridade como era o sacrifício de vidas humanas.

O Caldeirão da Abundância

E dado que a mitologia gala contém mais de cem deidades, a variedade está assegurada. Isto é, que ao lado dos anteriores, considerados pelos narradores de mitos como sanguinários, existem outros de características radicalmente opostas.

Por exemplo, neste sentido, cabe citar o benéfico e altruísta, se se me permite a expressão, deus celta Dagda. Este era conhecido pelo atributo do caldeirão da abundância -entre os celtas, o caldeirão era um dos objetos carregados de simbolismo mágico e mítico, pois no seu fundo se guardavam as essências do saber, da inspiração e da extraordinária taumaturgia-, com o qual alimentava todas as criaturas. E não só ficavam satisfeitos de forma material, mas também, os que acudiam ao caldeirão generoso de Dagda, sentiam saciadas as suas apetências de conhecimento e sabedoria.

Outra qualidade do deus Dagda era a sua relação direta com a música e com o seu poder evocador. Um dos seus atributos era precisamente a harpa, instrumento que manejava com habilidade e arte e que lhe servia para convocar as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma, sem sequer repararem nisso.O deus Dagda foi uma espécie de Orfeu céltico e, entre os seus descendentes, cabe citar Angus que cumpria entre os irlandeses as mesmas funções que o Cupido clássico. Angus era a deidade protetora do afeto e do amor e, em vez de lançar dardos ou flechas, atirava beijos que não se perdiam no ar, senão que se convertiam, depois de terem cumprido, por assim dizer, a sua missão, em dóceis e delicadas aves que alegravam com o seu melodioso trinar a vida dos felizes apaixonados.

Dagda também teve uma filha chamada Brigt que foi considerada pelos celtas como a protetora das artes declamatórias e líricas. Encomendou-se-lhe o patrocínio da cidade e, entre os galos, era a que guardava o caldeirão do conhecimento, a sabedoria e a ciência.

Gigantes e Heróis

Houve outros deuses celtas que quase eram réplicas perfeitas das deidades clássicas. Tal é o caso do deus Mider, cujas características são muito similares ao Plutão dos clássicos, pois estava considerado como o deus que governava os abismos subterrâneos e infernais. Sempre era representado com um arco, que sabe utilizar com extrema habilidade, e que lhe serve para selecionar as suas possíveis vítimas, que escolhe tanto entre os heróis como entre os mortais. Em certas ocasiões foi comparado com uma espécie de Guilherme Tell galo.Cabe também citar outras criaturas que povoavam a região dos celtas e que guardam também certo paralelismo com outras similares no mundo grego e romano.

Trata-se de seres de tamanho descomunal e desproporcionado; de gigantes que, como o irlandês de nome Balor, quase não podia mover as suas pálpebras -diz-se que tinham que lhas segurar com uma forquilha para que se mantivessem levantadas- e, no entanto, era capaz de infringir às suas infelizes vítimas um mal irreparável, para o qual não havia remédio. Trata-se do incurável mau-olhar.

Na mitologia clássica existem personagens parecidos entre a raça dos ciclopes, que tinham um único olho, de grandes proporções, no meio da sua fronte.Outros heróis celtas legendários, cuja personalidade difere radicalmente da do gigante Balor, são o rei Fionn e o herói Bran. Do primeiro diz-se que tinha tanto poder que, quando se enfurecia, era capaz de cobrir de neve toda a Irlanda durante um longo espaço de tempo.

Do segundo se conhece uma das suas mais célebres empresas, que é a contida naquela legendária narração em que se descreve como o herói mítico Bran, para travar batalha com os seus inimigos, foi capaz de atravessar a pé o mar da Irlanda.

Também cabe mencionar a lenda do mais conhecido dos reis legendários celtas, cujas aventuras foram colhidas em escritos galos e irlandeses e que era apresentado ora como um deus, ora como um herói imortal e, em ocasiões, como um simples mortal que luta contra o invasor anglo-saxão. O ciclo medieval do Rei Artur narra as façanhas deste personagem mítico, de resto ajudado na sua luta por deidades possuidoras de poderes maléficos e benéficos ao mesmo tempo.

A importância que se atribui ao episódio da procura do Santo Graal, baseado numa crença medieval cristianizada, e a série de personagens -como os Cavaleiros da Távora Redonda, Percifal e Lancelote, etc- e circunstâncias que se sucedem para descobri-lo, tem já um precedente na mais ancestral tradição celta. Isto é, naquela que relaciona o herói Artur com o achado do caldeirão mágico, do qual se apoderou mas, quando o subia para o navio, encontrou-se que a sua tripulação tinha crescido demasiado e não cabiam na nave. O certo é que na Irlanda existem inumeráveis narrações míticas, cheias de encanto e mistério, que serviram de inspiração, em numerosas ocasiões, a qualificados artistas e escritores de todos os tempos.

O Herói Cuchulainn

Um dos ciclos míticos celtas mais cheio de interesse, e no qual os seus protagonistas se transformam em heróis imortais, no sentido de que sobreviverão na tradição popular para sempre, tem lugar nos tempos de um legendário soberano que se supõe que desenvolveu as suas atividades pouco antes do início da nossa era. O seu nome era Conchubar, e tinha-se erigido em rei do Ulster depois de ter tirado o trono a Fergus, anterior soberano do citado reino. Dado que aquele se tinha servido de diversas estratagemas e enganos para conseguir os seus propósitos, os partidários deste último não demoraram em reagir e, para derrocar Conchubar, destruíram a capital do Ulster. No entanto, a descrição desta epopéia leva-nos a considerar a chegada à história das legendárias sagas de um dos heróis mais célebres da mitologia celta: trata-se de Cuchulainn. Este travou cruentas batalhas com as suas armas invencíveis e jurou sempre fidelidade ao rei do Ulster.

"O Dos Braços Compridos"

Cuchulainn tem muito em comum com os heróis clássicos, com o próprio Aquiles -destacado protagonista da Ilíada-, por exemplo. O herói em questão nasceu da união entre um deus e uma mulher mortal e, assim, o seu pai foi a poderosa deidade Lugh, que podia chegar com os seus enormes braços -o termo Lugh significa "o dos compridos braços"- aos lugares mais afastados e recônditos. A mãe de Cuchulainn foi uma irmã do rei Conchubar, pelo qual este era o tio dele. O nome que impuseram ao herói ao nascer foi Setanta mas, quando ainda não tinha feito os sete anos, já deu provas duma força sobre-humana, pois matou um cão sangüinário e de poderosas mandíbulas, que até a essa altura ninguém tinha conseguido vencer. O amo do terrível animal era um ferreiro que se gabava da ferocidade do seu cão até que, numa ocasião que convidou o rei Conchubar para um banquete, este levou consigo o seu jovem sobrinho, que matou ao até a essa altura invencível cão. O ferreiro chamava-se Culann e, pelo mesmo motivo, a partir de então, passaram a denominar o rapaz Setanta Cuchulainn, conceito que significa "o cão de Culann".

Nascimento de Um Herói

Uma série de circunstância, façanhas, acontecimentos, ocorrerão, a partir de agora, ao jovem e recente herói Cuchulainn. E, no decurso da célebre epopéia, outros personagens -o valente lutador Crunn, a sua esposa Macha, os cavalheiros da Rama Vermelha. ..- virão completar a série de aventuras sucedidas num tempo mítico, embora a narração se situe nos inícios da nossa era e num determinado lugar do condado do Ulster. O relato explica que Cuchulainn nunca era vencido pelos seus inimigos porque, no fragor da batalha, quando a ira o dominava, tinha a propriedade de transformar a sua imagem física, devido ao fato de o seu corpo desprender grande valor coragem, o qual fazia parecer o herói como um ser terrível e temível.Também noutra ocasião, o nosso herói matará três gigantes que, à sua força física, uniam a capacidade maléfica de utilizar certos poderes mágicos com os que venciam todos os seus oponentes. Os gigantes tinham desafiado os cavalheiros da Rama Vermelha e estes decidiram pedir ajuda a Cuchulainn, que, sem pensar duas vezes, se pôs da parte deles e venceu os gigantes.

Amado por Belas Deusas

Era tanto o valor e a coragem de Cuchulainn, perante os seus inimigos, e aumentava tanto a sua fama de invencível de dia em dia que até os próprios deuses solicitaram a sua ajuda em várias ocasiões, para conseguir vencer outros deuses. Como saiu vitorioso o bando em que Cuchulainn lutava , este foi convidado a permanecer entre os vencedores; deram-lhe todas as classes de presentes e até se lhe permitiu corresponder ao amor solícito da deusa Fand. Mas, dado que Cuchulainn já estava casado com uma mulher mortal, decidiu abandonar a morada da bela deidade e regressar com os seus. A deusa Fand, não obstante, entregou ao herói armas poderosas que sempre lhe outorgariam a vitória perante os seus adversários, fossem estes deuses ou criaturas mortais. A mulher de Cuchulainn era filha de um célebre e poderoso mago que, em princípio, se tinha negado ao casamento desta com aquele. Mas a rapariga, de nome Emer, era tão bela que o herói decidiu raptá-la; para isso derrubou o castelo mágico onde o seu pai a tinha encerrado, e matou-o a ele e todos os que a guardavam. Embora se tratasse de lutar contra um mago e o castelo estivesse protegido com sortilégios e feitiços, nem por isso se arredou o aguerrido herói Cuchulainn dado que, anteriormente, ele tinha sido iniciado no mundo da taumaturgia por uma prestigiosa maga que tinha a sua morada na região de Alba (Escócia). Antes de separar-se da sua habilidade, e uma vez que já o herói Cuchulainn conhecia já perfeitamente a arte do encantamento, derrotou uma acérrima inimiga daquela: a belicosa guerreira amazona Aiffé. A lenda explica que ambos os adversários mantiveram relações íntimas e que até, quando o herói abandonou aqueles territórios, deixou a amazona grávida.

O Touro da Discórdia

No entanto, Cuchulainn alcançou a verdadeira dimensão de herói na refrega mais célebre de toda esta epopéia, isto é, na "Batalha de Cooley". A intervenção do jovem herói foi definitiva para que o mítico "Touro de Cooly" fosse devolvido ao reino do Ulster; além disso, aqui consolidou definitivamente a sua hegemonia e ganhou para si o título de "campeão dos Ulates".

Tudo sucedeu porque a cobiçosa Maeve -que era uma fada malévola, que reinava sobre as outras fadas, que tinha atemorizadas todas as suas companheiras e que conhecia todos os sortilégios e conjuros- desposou o soberano duma região limítrofe do Ulster. Como prenda de casamento recebeu do seu esposo um belo touro branco. Nenhum outro exemplar o igualava, salvo o touro negro que tinha o rei do Ulster. Maeve, que era muito rica, ofereceu ao soberano deste condado, isto é, a Conchubar, todos os bens pecuniários que lhe pedisse, em troca daquele animal tão belo e único. Mas todas as suas propostas foram rejeitadas e, então, a malvada Maeve decidiu roubar o touro do Ulster. E para lá se dirigiu com o seu exército, não sem antes evocar uma espécie de conjuro que paralisaria todos os guerreiros do seu oponente.

Protegido por Deuses

No entanto, tais artes não fizeram efeito em Cuchulainn, dado que tinha por ascendente um deus e, quando o exército de Maeve se aproximava confiado aos confins do reinado de Conchubar, saiu-lhes ao caminho o mais temível e poderoso de todos os legendários heróis que havia no mundo da fábula. Com as suas armas poderosas, com os seus poderes mágicos e com a sua coragem e força, Cuchulainn enfrentou todo o exército daquela fada má -já resulta curioso descobrir que nem todas as fadas eram boas- e, depois de cruentos combates, acabou com todos os seus inimigos, que não puderam equilibrar os terríveis efeitos das armas que a deusa Fand lhe tinha dado. O touro roubado será restituído por Maeve ao reino do Ulster.

Mas algumas das cenas que sucedem na batalha fazem Cuchulainn chorar de dor e de pena. É o caso que, com o exército adversário, viajava outro grande herói chamado Ferdia, célebre pelo seu arrojo e valentia e que ninguém tinha vencido. Cuchulainn e Ferdia eram amigos desde a infância e tinham-se prometido, em inumeráveis ocasiões, ajuda mútua. Nenhum queria lutar contra o outro mas a malvada Maeve conseguiu embebedar Ferdia e enganá-lo com fingidas promessas de amor, até que conseguiu ver enfrentados ambos os heróis.

Inicia-se uma dura e sangrenta luta corpo a corpo, na qual um dos dois corajosos jovens tem que morrer. Os dois são valentes e fortes, mas Cuchulainn tem mais experiência na luta e melhores armas e, embora ao princípio ambos os adversários tomassem aquilo como uma brincadeira e não se fizessem mal algum, no entanto, em breve mudou o ar do seu confronto e um tremendo golpe da espada mágica de Cuchulainn acabou com a vida do seu amigo da infância. A morte de Ferdia foi considerada por Cuchulainn como uma perda irreparável para ele e, diz a lenda, que caiu de joelhos lá mesmo, e dos seus olhos brotaram lágrimas de arrependimento que regaram o corpo inerte do seu antigo camarada.

Lendas

No entanto, e embora o herói Cuchulainn tivesse um deus por ascendente, ele próprio não era imortal e a epopéia do seu combate contra as hostes da malévola Maeve prossegue até que chega a um trágico final. O caso é que ainda o herói do Ulster tem que lutar contra outros guerreiros poderosos, aos quais Maeve transferiu a sua magia e as suas más artes. Entre estes destacará quem, com a sua ingente prole -segundo a lenda tinha vinte e sete filhos-, enfrenta Cuchulainn e lhe arrebata a sua lança mágica. Depois provoca-lhe graves feridas por onde brota muito sangue e o herói, que vê chegado o último momento para ele, decide atar-se com o seu cinto de couro a uma coluna para morrer em pé. Conta o relato que o seu cavalo se afastou, depois de o roçar com o seu focinho, daquele lugar, a todo o galope. Quanto a Emer, esposa do malogrado herói, morrerá desfeita em lágrimas sobre o cadáver de Cuchulainn. Já à beira da morte, ainda conseguiu partir com a sua poderosa espada o aço do inimigo que se aproximava para lhe cortar a cabeça, pois existia esse bárbaro costume naquela altura, conseguindo assim não morrer decapitado. Houve outras sagas de aguerridos heróis entre os celtas, além de Cuchulainn, Por exemplo, a do guerreiro Finn que, segundo a narração legendária, foi achado num espesso bosque, ao pé de uma gigantesca árvore, pelo séqüito de um mítico soberano -a sua mãe tinha-o abandonado quando era um recém-nascido- e era tal a sua beleza que lhe puseram o nome de Finn, palavra que significa "belo, belo".

Meus Caros Compatriotas !

Permitam-me de deixar Bem Claro que :
Não sou Extremista
Não sou Nacionalista
Respeito todas as opiniões, nacionalidades, culturas, religiões....
Não sou Escrava de Nenhuma Ideologia, nem de nenhum Partido Politico
Tenho a Honra e o Privilégio de ter a nacionalidade Francesa
E como Francesa, sou fiel e respeito as Tradições, os Valores, as Instituições e a Cultura Francesa, e como Francesa, sempre Lutarei pela Tolerância, pelos Direitos do homem, pela Democracia, pela Liberdade e pela Dignidade Humana, pela Paz entre Todas as Nações.
Isso não me Impede de continuar sendo Brasileira, com muita Honra e muito Orgulho
E como Brasileira,sou Fiel e Respeito as Tradições, os Valores, as Instituições e a Cultura Brasileira, e como Brasileira, sempre Lutarei pela Tolerância, pelos Direitos do homem, pela Democracia, pela Justiça, pela Liberdade e pela Dignidade Humana, pela Paz entre Todas as Nações.
Grata !

quinta-feira, 27 de março de 2008

OS DIREITOS DO HOMEM NO AMANHECER DO SÉCULO XXI

(Discurso de Sua Santidade o Dalai Lama na Reunião de Paris da UNESCO - Comemoração do 50º Aniversário da Declaração Universal dos direitos do Homem)


O aumento da preocupação a respeito das violações dos direitos humanos é muito encorajadora. Não só nos dá uma perspectiva de alívio a muitos sofrimentos individuais, como é uma indicação do desenvolvimento e do progresso da humanidade. A preocupação pelas violações dos direitos humanos e o esforço para proteger os direitos do homem representam um grande serviço aos povos quer do presente quer das futuras gerações. Desde a Declaração Universal dos Direitos do Homem, há cinqüenta anos, por todo o lado as pessoas começaram a compreender a grande importância e o valor dos direitos do homem.


A perspectiva de um Monge Budista

Não sou um perito no domínio dos direitos do homem. Contudo, para um monge Budista, como eu, os direitos de cada ser humano são muito preciosos e importantes. Segundo a crença budista, cada ser sensível tem um espírito cuja natureza fundamental é essencialmente pura e não poluída pelas distorções mentais. Referimo-nos a essa natureza como sendo a semente da Iluminação. Desse ponto de vista, todos os seres podem eventualmente alcançar a perfeição. Também acreditamos que todos os aspectos negativos podem ser removidos do espírito, dado que a sua natureza é pura. Quando a nossa atitude mental é positiva, as ações negativas do corpo, da palavra e do espírito automaticamente cessam. Como todos os seres sensíveis têm semelhante potencial, todos são iguais. Cada um tem o direito de ser feliz e de vencer o sofrimento. O próprio Buda disse que na sua Ordem, nem a raça nem a classe social são importantes. O que é importante é a prática verdadeira de se viver a vida de uma maneira ética.

Enquanto praticantes Budistas, tentamos antes de mais melhorar a nossa conduta do dia a dia. Só sobre essa base podemos começar a desenvolver as práticas do treino mental e da sabedoria. Na minha prática diária de monge Budista tenho de observar muitas regras, mas o tema fundamental de todas elas é o profundo respeito e preocupação pelos direitos dos outros. Os principais votos observados pelos monges e monjas plenamente ordenados incluem não tirar a vida de outros seres, não roubar as suas posses e por aí adiante. Estas regras estão explicitamente relacionadas com o profundo respeito pelos direitos dos outros. É por esta razão que freqüentemente descrevo a essência do Budismo com sendo algo como isto: se puderem, ajudem os outros seres sentientes; se não puderem, pelos menos abstenham-se de lhes fazer mal. Isto revela um profundo respeito pelos outros, pela própria vida e uma preocupação pelo bem estar dos outros.

Apesar de ser muito importante respeitar os direitos naturais dos outros, tendemos a conduzir a nossa vida ao contrário. A razão é que nos falta amor e compaixão. Por conseguinte, mesmo em relação à questão das violações dos direitos humanos e à preocupação pelos direitos do homem, o ponto fulcral é a prática da compaixão, do amor e do perdão. Muito freqüentemente, quando as pessoas ouvem falar de amor e de compaixão, têm o sentimento que isso se relaciona com práticas religiosas. Mas não é necessariamente o caso. Em vez disso, é muito importante reconhecermos que a compaixão e o amor são fundamentais nas relações entre os seres sentientes em geral e os seres humanos em particular.

No início da nossa vida e de novo quando envelhecemos, apreciamos a ajuda e a afeição dos outros. Infelizmente, entre estes dois períodos da nossa vida, quando somos fortes e capazes de cuidar de nós, negligenciamos o valor da afeição e da compaixão. Como a nossa própria vida começa e acaba com a necessidade da afeição, não seria melhor praticarmos a compaixão e o amor pelos outros enquanto somos fortes e capazes?

Apenas ganhamos amigos genuínos quando exprimimos sentimentos humanos sinceros, quando exprimimos respeito pelos outros e preocupação pelos seus direitos. Isto é o que experimentamos claramente na nossa vida quotidiana. Não é necessário ler complicados tratados filosóficos nesse sentido. Na nossa vida de todos os dias, estas coisas são uma realidade. Por conseguinte, a prática da compaixão, a prática da sinceridade e do amor, são fontes essenciais para a nossa própria felicidade e satisfação. Assim que desenvolvemos semelhante atitude altruísta, desenvolvemos automaticamente a preocupação pelo sofrimento dos demais e simultaneamente desenvolvemos a determinação de fazer algo para proteger os direitos dos outros e para nos interessarmos pela sua sorte.


A Universalidade dos Direitos do Homem

Os Direitos do Homem são de interesse universal porque é inerente à natureza humana ansiar pela liberdade, igualdade e dignidade e porque há o direito de as efetivar. Quer queiramos ou não, todos nós nascemos neste mundo como parte de uma grande família humana. Ricos ou pobres, educados ou não, pertencentes a uma nação ou a outra, a uma ou a outra religião, aderindo a esta ou aquela ideologia, em última análise cada um de nós é apenas um ser humano como qualquer outro. Todos desejamos a felicidade e nenhum de nós quer sofrer.

Se aceitarmos que os outros têm o mesmo direito que nós à paz e à felicidade, não teremos a responsabilidade de ajudar os mais necessitados? A aspiração pela democracia e pelo respeito dos direitos humanos fundamentais é tão importante para os povos da África e da Ásia como para os da Europa ou das Américas. Freqüentemente, contudo, são justamente os povos onde os direitos humanos foram suprimidos que estão menos capacitados para falarem de si. A responsabilidade cabe àqueles de nós que usufruem de tais liberdades. Os abusos dos Direitos do Homem tomam muitas vezes por alvo os membros mais dotados, dedicados e criativos da sociedade. Como resultado, o desenvolvimento político, social, cultural e econômico de uma sociedade são obstruídos pelas violações dos direitos humanos. Por conseguinte, a proteção desses direitos e liberdades são imensamente importantes quer para os indivíduos afetados, quer para o desenvolvimento da sociedade no seu todo.

Alguns governos entenderam que os padrões dos direitos humanos descritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem são os advogados pelo Ocidente e não se aplicam à Ásia ou a outras partes do Terceiro Mundo, em função das diferenças de cultura e de desenvolvimento social e econômico. Não partilho deste ponto de vista e estou convencido de que a maioria das pessoas comuns tão pouco o apoia. Creio que os princípios descritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem constituem como que uma lei natural que deveria ser seguida por todos os povos e governos.

Além do mais não vejo qualquer contradição entre a necessidade de desenvolvimento econômico e a necessidade de respeitar os direitos do homem. O direito à liberdade de expressão e de associação são vitais para promover o desenvolvimento econômico de um país. No Tibete, por exemplo, há inúmeros exemplos de políticas econômicas inadequadas que foram implantadas e que continuaram muito após terem demonstrado não produzirem benefícios, porque os cidadãos e os agentes governamentais não puderam pronunciar-se contra elas.

Internacionalmente, a nossa rica diversidade de culturas e religiões deveria ajudar a fortalecer os direitos humanos fundamentais em todas as comunidades. A sublinhar esta diversidade estão princípios humanos básicos que nos interligam a todos nós como membros da mesma família humana. No entanto, a mera manutenção das tradições nunca deveria justificar as violações dos direitos humanos. Portanto, a discriminação contra pessoas de raças diferentes, contra as mulheres ou contra os elos mais fracos da sociedade podem ser tradicionais nalguns lugares, mas caso sejam incongruentes com direitos humanos universalmente reconhecidos, essas formas de comportamento devem mudar. O princípio universal da igualdade de todos os seres humanos tem de ser precedente.


A necessidade da Responsabilidade Universal

O mundo está se tornando crescentemente interdependente e é por isso que acredito firmemente na necessidade de se desenvolver um sentido de responsabilidade universal. Precisamos pensar em termos globais, pois o efeito das ações de uma nação são sentidos para muito além das suas fronteiras. A aceitação de padrões de direitos humanos que nos obriguem universalmente, tais como os da Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Convenção Internacional dos Direitos do Homem, é essencial no mundo de hoje, cada vez mais pequeno. O respeito pelos direitos humanos fundamentais não deve permanecer um ideal a ser realizado; antes, deve constituir a fundação indispensável de todas as sociedades humanas.

Barreiras artificiais que dividiam nações e povos caíram nos últimos tempos. O sucesso dos movimentos populares no desmantelar da divisão Leste-Oeste, que polarizou o mundo inteiro durante décadas, foi fonte de grandes esperanças e expectativas. Todavia, ainda permanece um enorme abismo no coração da família humana. Com isto refiro-me à divisão Norte-Sul. Se formos sérios no nosso comprometimento aos princípios fundamentais da igualdade, princípios que, creio, estão no âmago do conceito dos direitos humanos, a disparidade econômica atual não pode continuar a ser ignorada. Não basta meramente afirmar que todos os seres humanos devem usufruir de igual dignidade. Isso tem de se traduzir em ações. Temos a responsabilidade de encontrar vias para conseguir uma distribuição mais eqüitativa dos recursos mundiais.

Estamos sendo testemunhas de um vibrante movimento popular para o avanço dos direitos humanos e das liberdades democráticas no mundo. Este movimento tem de tornar-se uma força moral ainda mais poderosa, de modo que mesmo os governos e os exércitos mais obstaculares, sejam incapazes de suprimir. É justo e natural que as nações, povos e indivíduos peçam o respeito dos seus direitos e liberdades e que lutem para acabar com a repressão, o racismo, a exploração econômica, a ocupação militar e as várias formas de colonialismo e dominação estrangeira. Os governos deviam apoiar ativamente tais pedidos, em vez de apenas os apoiarem verbalmente.

Acredito que a falta de compreensão daquilo que é a verdadeira causa da felicidade é a principal razão pela qual as pessoas infligem sofrimento aos outros. Algumas pessoas pensam que causando sofrimento aos outros podem conseguir a sua própria felicidade ou que a sua felicidade própria é de tal modo importante que a dor causada aos outros não tem significado. Contudo esta visão é claramente redutora. Ninguém consegue realmente se beneficiar do mal causado a um outro ser. Seja qual for o benefício imediato ganho às custas de outros, ele é de pouca duração. A longo prazo, causar miséria aos outros e usurpar a sua paz e felicidade, cria ao próprio ansiedade, medo e uma atitude desconfiada. O desenvolvimento do amor e da compaixão pelos outros é essencial para criarmos um mundo melhor e mais pacífico. Isto significa, naturalmente, que temos de desenvolver um interesse pelos nossos pares, irmãos e irmãs, que são menos afortunados do que nós. Por conseguinte, temos o dever moral de ajudar e suportar todos aqueles que presentemente estão privados do exercício dos direitos e liberdades que muitos de nós têm por garantidos.

Enquanto nos aproximamos do fim do século XX, parece-nos que o mundo está se tornando uma comunidade. Juntos, temos sido confrontados com os graves problemas da superpopulação, do declínio dos recursos naturais e da crise ambiental que ameaçam a própria fundação da nossa existência neste planeta. Os direitos do homem, a proteção do meio ambiente e uma maior igualdade social e econômica, estão todos interligados. Acredito que para enfrentar os desafios do nosso tempo, os seres humanos terão de desenvolver um maior sentido de responsabilidade universal. Cada um de nós tem de aprender a trabalhar não só para si, para a sua família ou nação, mas para o benefício de toda a humanidade.

A responsabilidade universal é a chave para a sobrevivência humana. É a melhor garantia para os direitos do homem e para a paz mundial.

quarta-feira, 26 de março de 2008

OS MANDAMENTOS CHEROKEE


Trate a Terra e tudo o que nela habita com respeito
(Treat The Earth And All That Dwells thereon With Respect)

Mantenha-se próximo ao Grande Espírito
(Remain Close To The Great Spirit)

Mostre grande respeito por todos os seres
(Show Great Respect For all Beings)

Trabalhem juntos pelo benefício da Raça Humana
(Work Together For The Benefit Of All Mankind)

Faça o que Você sabe que é certo
(Do What You Know Is Right)

Cuide do bem estar da mente e do corpo
(Look After The Well-being Of Mind And Body)

Dedique uma parte de seus esforços para o Bem Maior
(Dedicate A Share Of Your Efforts To The Greater Good)

Seja sempre verdadeiro e honesto
(Be Truthful And Honest At All Times)

Assuma total responsabilidade por seus atos.
(Take Full Responsibility For Your Actions)

Manipulação de massa

Manipulação de massa
http://www.youtube.com/watch?v=aWQc0e9toys&NR=1


Cenas extras
http://www.youtube.com/watch?v=7pKJekRQKIQ&feature=related


Sorria.........você està sendo manipulado !
http://www.youtube.com/watch?v=XfBChfMen-M&feature=related


Ditadura da mìdia
http://www.youtube.com/watch?v=UCG-gWrpKbc&feature=related


O Reverso da mìdia ( a era da insensatez )
http://www.youtube.com/watch?v=r4brrj-qN2k&feature=related ( parte 1)http://www.youtube.com/watch?v=r4brrj-qN2k&feature=related (parte 2)http://www.youtube.com/watch?v=kCvO7stDRf0&feature=related (parte 3 )http://www.youtube.com/watch?v=bJaPpczFW-E&feature=related (parte 4 )


Seja vigilante !
http://www.youtube.com/watch?v=bJaPpczFW-E&feature=related

terça-feira, 25 de março de 2008

CONVERSA DE CAVALEIRO R+C

Quisera ter o dom de saber usar a palavra,
esgrimindo-a como verdadeiro cavaleiro.
Poder vestir-me com a armadura da virtude,
e ter como manto, a capa da coragem.

Quisera ter o dom de saber usar a palavra,
para que ela ajude a quem precisar de auxílio.
Poder calar, quando a raiva passageira me atar,
e lutar, mesmo que a morte seja o meu fim.

Quisera ter o dom de saber como lutar,
para que a morte se transforme numa vitória.
Encontrando o caminho da virtude da luz e da paz,
e através de nossos mistérios, chegar à dignidade.

Quisera ter o dom de conhecer meus limites,
para poder morrer para os vícios, erros e paixões.
Renascer no amor e na verdade que dignificam,
e praticar no dia a dia as virtudes que sublimam.

Quisera ter o dom de guiar-me pela razão e pela fé.
A razão que trata do que pode ser demonstrado.
A fé que vem de dentro de nós, que rege o intangível,
e juntos indicam ao homem a sua vereda.

Quisera ter o dom de trilhar o caminho da luz.
A Cruz representando a parte material do eu.
A Rosa representando a alma do homem,
e entender a R + C no seu simbolismo e alegoria.

Quisera ter o dom da prudência e da coragem,
Nunca ser temerário ou subserviente, mas obediente.
Poder escutar a voz da consciência e seguir a razão,
e cultuar o trabalho, para D'ele extrair a sabedoria.

Quisera ter o dom da palavra para poder semeá-la
da mesma forma que ela germinou em meu coração,
no coração de todos que usam a fé e a razão.
e transformam sentimentos brutos em polidos.

Luiz Gonzaga Venelli, 33°.

Filosofando.....

" È preciso sempre que os outros nos escutem; mas nem sempre é necessàrio de dizer tudo: aquele que diz tudo diz poucas coisas, pois no final ninguém mais o escuta"
J.J.Rousseau

" A maneira de formar as idéias é o que dà um caràter ao espìrito humano. O espìrito que sò forma suas idéias baseado nas relações reais é um espìrito sòlido; aquele que se contenta das relações aparentes é um espìrito superficial; aquele que vê as relações da maneira que elas são realmente é um espìrito justo; aquele que não sabe considera-las é um espìrito falso; aquele que inventa relações imaginàrias que não possuem nem uma realidade nem uma aparência é um espìrito louco; aquele que nunca compara é um imbecil. A aptidão mais ou menos grande para comparar as idéias e para encontrar as relações entre elas é o que faz nos homens o mais ou o menos de espìrito etc...."
J.J.Rousseau.

"O espìrito universal das leis de todos os paìses é de favorizar sempre o forte contra o fraco, e aquele que tem contra aquele que não tem nada: esse incoveniente é inevitàvel e ele é sem excessão".
J.J.Rousseau.

" Quando os Anciãos chamavam optimus maximus o Deus supremo, eles diziam uma grande verdade; mas dizendo maximus optimus, eles teriam falado com mais exatidão, pois sua bondade vem de sua potência; ele é bom porque ele é grande".
J.J.Rousseau.

" Sempre uma pequena dùvida para acalmar, eis o que faz a sede de todos os instantes, eis o que faz a vida do amor feliz. Como o temor nunca o abandona, seus prazeres não podem jamais chatea-lo. O caràter dessa felicidade, é o sério extremo".
Stendhal, De L'Amour.

" È o pensamento livre que é verdadeiro. Eis o senso da ordem".
Alain - Idées.

" Ser vencido de vez em quando não é de maneira alguma vil; mas é vil de decretar, se nòs podemos falar assim, que nòs seremos sempre vencidos. O que o heròi se ordena a ele mesmo, é então de acreditar e de ousar. A virtude é em primeiro lugar um pensamento, e todo heròi é filòsofo".
Alain - Idées.


" Spinoza que comenta aqui utilmente seu mestre, ensina que é melhor se alimentar do amor pela vida do que pelo temor da morte, e castigar, se nòs somos juìzes, por amor da ordem do que pelo òdio e a còlera diante o crime. Da mesma maneira, eu diria, é melhor corrigir a criança pelo amor do que ela tem de bom nela mesma do que pela tristeza ou uma còlera que nòs podemos sentir ao vê-la malvada ou burra. O amor da liberdade também é mais sadio do que esse òdio que nòs alimentamos tão facilmente pelo tirano".

Alain- Idées.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Projeto do Brasil ensina Amazônia

para norte-americanos

Tem “gringo” que acha que a Amazônia é uma grande floresta habitada por índios selvagens – quando, na verdade, tem diversas comunidades e populações. Outros pensam que o Rio Amazonas fica pertinho de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Para derrubar mitos como estes e divulgar os povos da floresta é que uma equipe de brasileiros firmou uma parceria inédita com a secretaria de educação de Nova York. Lá, as crianças e adolescentes de 3ª e 6ª séries vão aprender sobre a região com material produzido no Brasil.

A iniciativa é do Grupo de Trabalho Amazônico, formado por mais de 600 organizações não-governamentais, movimentos sociais e lideranças dos povos da floresta. Além de material didático, o Brasil leva para o centro da economia norte-americana uma grande exposição sobre a Amazônia, que já passou por Paris, Lausanne na Suíça, São Paulo, Rio e Minas.

“Pela primeira vez nós brasileiros vamos dizer como ensinar Amazônia nos Estados Unidos”, diz Eugênio Scannavino Netto, organizador dos projetos. “A questão é mostrar que a Amazônia é brasileira e existem projetos positivos. Mostrar lá fora que preservar a Amazônia é buscar apoios que ajudem os brasileiros a proteger a floresta.”O que as crianças vão aprender - Professores da rede pública da cidade já receberam kits pedagógicos com 90 páginas de informação para a 3ª e para a 6ª série. O ano escolar em que o conteúdo é ministrado foi definido pela secretaria de educação da cidade. O herói do material didático é o Curupira, personagem folclórico de cabelos cor-de-fogo que confunde os caçadores.

Com o auxílio dessa lenda, a biologia e a paisagem, a geografia e os povos tradicionais da floresta entram em pauta nas escolas de Nova York. E os estudantes poderão ainda visitar a exposição Amazônia Brasil.

O que ficará exposto - A principal parte da mostra ficará montada, a partir de 17 de abril, em uma tenda de 1.200 m quadrados no Píer 17, parte comercial e histórica da ilha de Manhattan.

“Temos recebido uma resposta muito boa de professores interessados em agendar a visita dos alunos. No Píer 17, eles vão poder sentir as sementes da Amazônia, entender o desmatamento, ver as áreas queimadas, ver fotos de satélite, sentir a atmosfera”, diz Malu Ramos, da Fare Arte, empresa que desenvolve a mostra.

De acordo com Malu, uma das partes mais emocionantes da exibição é um vídeo das populações ribeirinhas. “Na Europa, visitantes choravam ao ver as crianças cantando ‘Atirei o pau no gato’ ou brincando na água. Eram brasileiros que voltavam no tempo da infância”, diz.

“Também tem brasileiro que não conhece a Amazônia. A mostra não é só para americano, é para a sensibilização”, afirma Malu. A meta é reunir um público de 400 mil pessoas desde o lançamento, no meio de abril, até o encerramento, em 13 de julho.

O movimento da Amazônia em NY também se estenderá a outros espaços, como o World Financial Center, com mostra de design, ou o hall dos visitantes da Organização das Nações Unidas (ONU), abordando as mudanças climáticas.


é no Píer 17 que os nova-iorquinos comemoram todos os anos sua independência em 4 de julho. A queima de fogos de artifício atrai moradores e turistas para a região, daí a expectativa por um grande número de pessoas na mostra. “Não vai ter jeito de esse povo não ver a Amazônia. Vai ter chinês, inglês, espanhol”, brinca Malu.

(Globo Online)

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=37132